Tardes
E foram duas raparigas que passaram
Em passo apressado, frente ao Calcinha
Ali como quem vai para a Rua das Lojas
Que me despertaram da letargia em que eu me encontrava
Desde as três da tarde, hora em que acordei
Foi ao ver a beleza delas
Que eu percebi que estava de facto acordado
E que esta Loulé, pachorrenta, me envolvia
E que nunca me livrarei verdadeiramente dela
E que nem todos os cigarros do mundo, fumados em cadeia
Me livrarão deste mal du vivre de algibeira
