A rede
Nunca te faças promessas que não podes cumprir
Corres o risco real de ficar enredado
Nas entranhas da culpa, deitado de lado
Com uma tempestade no mar e o teu barco a partir
E entre a promessa e a queda, o amargo porvir
Fruto do ódio que sentiste no passado
Volta à cena, célere, o teu ser enleado
Que logo inventa mil maneiras de fugir
E, porque não, perguntarás tu aos céus?
Para quê imolar novamente os meus
Do que ser eu a arder na noite, chama azul?
E esquecendo o que prometi, aqui estou
Nesta rede que uma ave me montou
Doce e dor, voando ao sol, para Sul

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