2.6.06

About a girl

Não sei que se passou contigo
Nunca foste assim tão ingénua
E agora o chão deixou que caísses nele
Não compreendo
As ladaínhas e os antibióticos talvez não tenham funcionado
Ou talvez no fundo do coração, tudo o que quisesses
Era alguém que te amasse verdadeiramente
E agora ele existe
Mas com as suas mãos pequenas e as suas frases mal articuladas
Talvez não fosse quem imaginasses
(E deixa-te estar calada
Ele não precisa de saber
Nunca precisará de saber
Das noites em que a tua mente explodiu
Eu estava lá
E não te preocupes, também nunca lhe direi nada)
Agora atiraram-te às feras
Meteram-te no pedestal ignorado
E certificar-se-ão que, ainda assim, cairás dele
Agora puxaram-te o tapete de debaixo dos pés
E tu responderás com o teu eterno sorriso
Feito de pureza manchada e sedativos
Re-escrito em tumultuosas linhas brancas
E medo
(Já agora, não te esqueças de ligar
Para aquele exercício inconsequente de palavras
Para que me lembres de que, entre o muco e o sangue
Todos nós desabamos de vez em quando
Ou para sempre)