11.2.06

Sem luzes

Na tua garantia
Os dedos não se estragam
Na tua folia
As dívidas não se pagam

A escuridão do céu
As ruas cheias de gente
O ditado que é meu
E o peso do presente

Vamos à Rua do Crime!
Vamos ao Bairro Alto!
Algo que me redime
Que me causa sobressalto

E agora o que dizes
E que nunca disseste antes
É o mesmo, sem raízes
Reformulado e inconstante

Sem luzes caminharei
Sem luzes e sem perdão
O que tu fazes, eu sei
Não é mais que dizer não